Durante sessão histórica do STF nesta terça-feira (15), o ministro Alexandre de Moraes defendeu a Polícia Federal e acusou o colega André Mendonça de tentar forçar uma delação premiada contra ele. Em acalorada discussão no plenário, Moraes afirmou ter testemunhas — entre policiais e advogados — de que Mendonça teria pedido para incluí-lo em uma colaboração por supostamente estar "a serviço de um grupo político". A acusação foi imediatamente rebatida por Mendonça, que a chamou de mentira.
O embate ocorreu em meio à análise de um relatório da PF que aponta mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Antes de avaliar o mérito, o plenário discute o pedido da PGR para anular o documento, sob o argumento de que a medida foi determinada por Mendonça sem aval prévio do Ministério Público ou da PF.
Críticas de Gilmar Mendes
A sessão também foi marcada por divergências sobre a estrutura interna da Corte. O decano Gilmar Mendes defendeu a atuação geral da PF, mas reiterou críticas à presença de delegados e policiais como servidores cedidos a gabinetes de ministros, prática que classificou como errada por transformar gabinetes em "delegacias de polícia".



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