O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que perdeu a disputa pela Presidência, deixa o Senado em 31 de janeiro de 2027 e, a partir de fevereiro, perde o foro por prerrogativa de função. É a primeira vez em 24 anos que ele fica sem mandato.
Filho mais velho de Jair Bolsonaro, Flávio foi deputado estadual no Rio de 2003 a 2018, eleito pela primeira vez aos 21 anos. Em 2018, elegeu-se senador com mais de 4 milhões de votos, na onda bolsonarista que levou o pai ao Planalto.
Investigações
“Rachadinha”: o Coaf apontou movimentação milionária na conta de Fabrício Queiroz, então chefe de gabinete de Flávio na Alerj. O Ministério Público do Rio denunciou o senador por organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro, mas o caso foi encerrado sem julgamento de mérito, após o STJ e o STF anularem provas. Flávio nega irregularidades e fala em perseguição política.
“Dark Horse”: a PF investiga o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro. Flávio negociou com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, contrato de cerca de R$ 134 milhões, dos quais quase R$ 70 milhões foram repassados antes da liquidação do banco, em novembro de 2025. Ele diz que foi patrocínio privado. O inquérito está no STF, sob relatoria de André Mendonça.
Willer Tomaz: em 18 de outubro, o Estadão revelou que a PF enviou ao STF inquérito sobre lavagem de dinheiro envolvendo o advogado. A PF diz ter achado vínculo de Flávio com conta de empresa de Tomaz, em que ele aparecia como “usuário master”. Ambos negam negócios em comum. O relator é Alexandre de Moraes.
Foro
Pelo entendimento atual do STF, a competência dos tribunais superiores permanece após o fim do mandato, se os crimes investigados ocorreram durante o exercício do cargo e em razão dele.
Aviso