A CPI do Crime Organizado do Senado está próxima de encerrar seus trabalhos, mas o relator Alessandro Vieira (MDB-SE) articula uma prorrogação de 60 dias para aprofundar as investigações. O prazo atual termina em 14 de abril, e a extensão depende do apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
O foco principal da comissão é o Banco Master, alvo de suspeitas de fraude financeira e lavagem de dinheiro. Já foram aprovados requerimentos para investigar beneficiários de fundos ligados ao banco e à Reag Investimentos, além da convocação de políticos e autoridades, como ex-governadores e o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
A saída simultânea de nomes ligados ao Executivo e a ampliação do escopo para possíveis conexões com o Judiciário mostram que a CPI ganhou peso político. A prorrogação pode manter o tema em evidência durante o período pré-eleitoral, aumentando a pressão sobre lideranças nacionais e abrindo espaço para novas disputas dentro do Senado.


