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Senado vota hoje proposta que prevê regras mais duras contra facções no Brasil

Senado vota hoje proposta que prevê regras mais duras contra facções no Brasil
Proposta pode ser votada em dois turnos - Foto: Ton Molina/Agência Senado

O Senado Federal deve votar nesta terça-feira (3) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que prevê mudanças na organização das forças policiais, integração entre União, estados e municípios e regras mais rígidas para integrantes de facções criminosas. A sessão está marcada para as 16h.

A proposta, apresentada pelo governo federal, já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Para entrar em vigor, precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos de votação.

A tentativa de votar os dois turnos no mesmo dia depende de um calendário especial aprovado pelo plenário, que permite dispensar o intervalo previsto no regimento da Casa.

A votação ocorre após um impasse envolvendo propostas para reduzir a maioridade penal. Uma emenda apresentada pela oposição prevê diminuir de 18 para 16 anos a idade mínima para responsabilização criminal e para 14 anos em casos de crimes hediondos. Já uma proposta alternativa sugere a redução para 16 anos apenas em crimes hediondos.

O governo defende que a discussão sobre a maioridade penal ocorra separadamente, para evitar alterações no texto e o retorno da PEC à Câmara dos Deputados. A divergência levou ao adiamento da votação, inicialmente prevista para outubro.

Entre os principais pontos da PEC estão a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição, a ampliação das atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a possibilidade de criação de polícias municipais e o compartilhamento de informações e operações entre diferentes órgãos.

O texto também prevê regras mais rígidas para integrantes de facções, milícias e organizações criminosas, incluindo restrições à progressão de regime, cumprimento de pena em presídios de segurança máxima e confisco de bens relacionados às atividades criminosas.

A proposta ainda estabelece mecanismos de proteção a denunciantes e familiares, além de mudanças no financiamento da segurança pública. Caso seja aprovada sem alterações que exijam nova análise dos deputados, seguirá para promulgação.

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