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STF adia julgamento de mulher que pichou 'perdeu, mané' na estátua da Justiça

STF adia julgamento de mulher que pichou 'perdeu, mané' na estátua da Justiça
STF adia julgamento de mulher que pichou 'perdeu, mané' na estátua da Justiça

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista nesta segunda-feira (24) e adiou o julgamento de Débora Rodrigues dos Santos, acusada de pichar a frase "Perdeu, mané" na estátua "A Justiça", localizada em frente ao STF. O julgamento, que começou na sexta-feira (21) em plenário virtual, contava com dois votos a favor da condenação, dados pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Com o pedido de vista, a nova data para o julgamento ainda será definida.

Fux indicou que precisa de mais tempo para estudar o caso e analisar as circunstâncias dos crimes atribuídos à acusada, que também é investigada por sua adesão ao movimento golpista. Débora reconheceu ter acampado em frente ao quartel-general do Exército, onde se juntou a manifestantes que pediam intervenção militar, um ato considerado inconstitucional. Moraes, relator do caso, sugeriu uma pena de 14 anos de prisão e R$ 30 milhões em danos morais.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) inclui cinco crimes, entre eles a tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e associação criminosa armada. A acusação afirma que a pichadora não apenas danificou o patrimônio público, mas também participou de atos que visavam a ruptura institucional. A PGR argumenta que a conduta de Débora representa uma grave ameaça ao Estado democrático.

A defesa de Débora sustenta que o caso não deveria ser analisado pelo STF e pede a rejeição da denúncia por falta de justa causa, argumentando que sua conduta não configuraria crime. Agora, o processo entra na fase de julgamento, onde os ministros avaliarão as provas e decidirão se a acusada deve ser condenada ou absolvida. Se for condenada, a pena será determinada com base nas circunstâncias do caso, e a decisão poderá ser contestada no próprio STF.

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