A ministra Cármen Lúcia afirmou estar tomada por um "estado de profunda tristeza" e disse sentir vergonha do atual ambiente de tensão no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu durante a sessão extraordinária destinada a analisar o relatório da Polícia Federal (PF) que aponta mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em forte desabafo no plenário, a magistrada lamentou o impacto das recentes disputas internas sobre a sociedade, especialmente pela proximidade do pleito eleitoral, e pediu desculpas públicas por não ter conseguido pacificar os ânimos.
* Mal-estar institucional: Cármen Lúcia destacou que as divergências internas provocaram um "mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros" a menos de 20 dias das eleições.
* Pedido de desculpas: A magistrada declarou-se envergonhada e lamentou não ter agido de forma a evitar a escalada do debate, pedindo desculpas ao presidente da Corte, aos colegas e à população.
* Impasse processual: O plenário da Corte se reuniu para avaliar a validade do relatório da PF antes mesmo de discutir a abertura de uma eventual investigação.
Questionamento da PGR e contexto da sessão
A sessão é considerada um marco de alta tensão no STF. O ponto focal do julgamento envolve a solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o documento produzido pela Polícia Federal.
A PGR alega irregularidade processual na conduta do ministro André Mendonça, argumentando que a confecção do relatório foi determinada sem provocação prévia do Ministério Público ou da PF, além de não ter sido submetida previamente à deliberação do plenário.



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