O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa nesta sexta-feira (13) a manutenção da prisão preventiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, detido no início de março durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A decisão de prendê-lo foi tomada pelo ministro André Mendonça, que apontou risco de interferência nas investigações.
Vorcaro é acusado de comandar um esquema de fraude bilionária envolvendo a venda de carteiras de crédito fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB). Além dele, outras três pessoas foram presas, incluindo o cunhado, Fabiano Zettel.
A defesa do empresário sustenta que não há fundamentos suficientes para a prisão preventiva e que ele não representa ameaça às apurações. Os advogados também pediram abertura de inquérito para investigar o vazamento de mensagens obtidas em seus celulares, solicitação já acolhida pelo ministro Mendonça.
O julgamento ocorre em plenário virtual da Segunda Turma do STF, composta por cinco ministros, que irão decidir se confirmam ou revogam a decisão individual de Mendonça. Caso a prisão seja mantida, Vorcaro seguirá detido enquanto avançam as investigações sobre o suposto esquema de fraude. Se for revogada, ele poderá responder em liberdade, mas sujeito a medidas cautelares.
Esse é o primeiro julgamento colegiado no STF envolvendo o caso Banco Master, e a decisão desta sexta-feira será determinante para os próximos passos da investigação.

