O Supremo Tribunal Federal (STF) registra placar de 4 a 3 para manter a análise em separado dos casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
O voto decisivo foi proferido por André Mendonça, que acompanhou o entendimento do relator e presidente da Corte, Edson Fachin. A posição também foi seguida pelos ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia. Em sentido oposto, votaram pela união das análises os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e o próprio Alexandre de Moraes.
Impasse e bate-boca em plenário
A votação ocorre em virtude de uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, que pedia:
A junção dos casos;
O adiamento da análise para o dia 23 de setembro;
Um novo sorteio da relatoria.
Durante a sessão, marcada por forte tensão, Moraes criticou duramente a condução do caso por Edson Fachin. O foco da investigação envolve mensagens trocadas entre o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Moraes argumentou que não há pedidos formais da Polícia Federal (PF) ou da Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigá-lo, afirmando que a petição em questão traz apenas um pedido de extinção.
Contexto da investigação
A sessão histórica discute um relatório da PF que aponta uma suposta relação próxima entre Moraes e Vorcaro. Antes de avaliar o mérito das mensagens, o plenário analisa um pedido da PGR para anular o relatório, sob o argumento de que a produção de provas foi determinada por André Mendonça sem solicitação prévia do Ministério Público ou da PF.
O julgamento acontece em meio a um clima de instabilidade no tribunal, marcado por disputas de bastidores, troca de ofícios e divergências sobre o rito das investigações.



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