BRASÍLIA - O Diário Oficial da União desta sexta-feira virá recheado de exonerações de ministros do governo , que voltarão à para votar a favor do presidente na denúncia por obstrução de Justiça e organização criminosa. Entre as exonerações, estará a do ministro responsável pela articulação política do governo.
Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, a volta antecipada dos ministros, em especial a de Imbassahy, vai facilitar a negociação, junto à base aliada, da distribuição das emendas que caberá a cada parlamentar apresentar ao projeto do Orçamento de 2018.
Quando Temer enfrentou a primeira denúncia, os ministros-deputados só foram exonerados no dia da votação no plenário da Câmara. Desta vez, eles retornam ao Parlamento quase uma semana antes do embate final, que deverá acontecer na próxima quarta-feira.
A distribuição dessas emendas para 2018 é especialmente importante por se tratar de ano eleitoral, no qual vários dos ministros e deputados devem concorrer a cargos eletivos. A promessa de obras, determinadas pela distribuição das emendas, "vale ouro" durante as campanhas, disse um assessor de Temer. O prazo para a apresentação de emendas individuais termina nesta sexta-feira.
Outros ministros que comandam pastas com orçamento robusto, como Bruno Araújo, das Cidades, também terão papel importante na negociação.

