O número de desalojados pelas fortes chuvas no Rio Grande do Sul subiu para 2.686 pessoas, segundo o balanço mais recente divulgado pela Defesa Civil gaúcha. Ao todo, 117 municípios registraram algum tipo de prejuízo, com casas destelhadas, árvores derrubadas e postes de energia arrancados pela força dos ventos.
De acordo com o órgão estadual, os estragos foram provocados por uma linha de instabilidade associada a uma frente fria que avançou sobre o território gaúcho. O chamado ciclone bomba, formado na região entre Argentina e Uruguai, acabou seguindo pelo oceano e apenas levou rajadas de vento ao litoral do estado, sem causar impactos significativos em terra.
Desde a última sexta-feira (7), quando o tempo ficou mais severo, foram confirmados um óbito e cinco feridos. A vítima fatal é um motociclista que sofreu um acidente na rodovia RS-124, em Montenegro. Entre os feridos, o caso mais delicado é o de um morador de Novo Hamburgo, que se enroscou em fiação elétrica durante o vendaval e segue sob cuidados médicos. Um policial militar foi atingido por estilhaços dentro da viatura em Osório e outras três pessoas tiveram lesões leves em Dom Feliciano.
Minas do Leão lidera a lista das cidades mais afetadas, com 500 moradores obrigados a deixar suas residências e buscar abrigo com parentes ou amigos. Na sequência aparecem Novo Hamburgo, com 480 desalojados, e Sapiranga, com 360. Apenas uma pessoa, em Montenegro, ficou desabrigada e precisou ser acolhida pelo poder público.



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