O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central em 24 de agosto de 2026 reduziu a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 de 1,98% para 1,95%, segundo a pesquisa semanal que consulta mais de cem instituições financeiras sobre os principais indicadores da economia.
O mesmo levantamento manteve a projeção de inflação, medida pelo IPCA, em 5,02% para o fim de 2026, acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central. Para a taxa Selic, hoje em 14,00% ao ano, o mercado projeta um recuo para 13,75% ao ano até dezembro, enquanto o dólar é estimado em R$ 5,20 no fim do período. Na quarta-feira anterior, o Banco Central informou que a cotação de venda do dólar (PTAX) fechou em R$ 5,1512.
O patamar ainda elevado de juros segue pesando sobre o crédito das famílias. Dados do Banco Central mostram que o comprometimento de renda das famílias com o serviço da dívida no Sistema Financeiro Nacional chegou a 28,48% em maio de 2026, nível que reflete o custo de financiamentos, cartões e outras linhas de crédito no orçamento doméstico.
A combinação de juros altos e crescimento mais fraco tende a manter cautelosa a concessão de crédito para consumo e investimento nos próximos meses, à espera de sinais mais claros de queda da inflação e de espaço para novos cortes da Selic pelo Comitê de Política Monetária.



Aviso