O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic para 14% ao ano na reunião de 5 de agosto de 2026, um corte de 0,25 ponto percentual em decisão unânime. É o quarto corte consecutivo da taxa básica de juros desde março, e o próximo encontro do colegiado está marcado para 15 e 16 de setembro.
No comunicado, o Banco Central afirmou que a magnitude total do ciclo de ajuste da Selic ainda será definida à luz de novas informações que assegurem a convergência da inflação à meta, e voltou a citar riscos de alta para os preços, pedindo serenidade e prudência na condução da política monetária.
Mesmo com os cortes, o crédito segue caro e o endividamento das famílias brasileiras continua subindo: o percentual da renda comprometida com dívidas chegou a 28,85% em junho de 2026, ante 28,23% em janeiro, segundo série do Banco Central.
A Selic mais baixa tende a reduzir aos poucos o custo de financiamentos, do crédito consignado e do cheque especial, mas o efeito nas prestações costuma levar meses para chegar ao bolso do consumidor.



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