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Desemprego cai a 5,3% e ocupação bate recorde histórico, diz IBGE

PNAD Contínua do IBGE mostra 103,5 milhões de ocupados e recorde de massa salarial no trimestre encerrado em agosto

A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,3% no trimestre móvel encerrado em agosto de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice recuou 0,3 ponto percentual na comparação com o mesmo trimestre de 2025, quando a taxa estava em 5,6%. O país tinha 5,8 milhões de pessoas desocupadas no período.

A população ocupada chegou a 103,5 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O número representa alta de 0,8% frente ao trimestre móvel anterior e de 1,0% em relação a igual período do ano passado, com a incorporação de 1,1 milhão de novos trabalhadores. O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, avançou para 58,9%.

A taxa de subutilização da força de trabalho, que soma desocupados, subocupados por insuficiência de horas e força de trabalho potencial, ficou em 13,1%, afetando 15 milhões de pessoas. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado pelo IBGE em R$ 3.777, alta de 3,7% em 12 meses, enquanto a massa de rendimentos somou R$ 385,6 bilhões, também recorde da série histórica.

A taxa de informalidade no mercado de trabalho foi de 37,5%, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores sem carteira assinada ou vínculo formal. Mesmo com o recorde de ocupação e de massa salarial, o IBGE aponta que o percentual de informalidade segue próximo à média observada nos últimos trimestres da série.

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