O cubiu, fruto arredondado de casca amarelada ou avermelhada que lembra um tomate grande, é uma das plantas mais antigas domesticadas pelos povos indígenas da Amazônia. Também conhecido como tomate-de-índio, maná ou topiro, ele cresce em arbustos de até dois metros e é colhido em toda a região amazônica. Na cozinha ribeirinha, a polpa ácida e pouco doce substitui o tomate e o limão no tempero de peixes, além de render sucos, doces, geleias e compotas.
Do ponto de vista nutricional, o cubiu é considerado hipocalórico e rico em fibras solúveis e insolúveis, além de conter fósforo, vitamina C e níveis de niacina superiores aos da berinjela, fruto da mesma família botânica. A pectina presente na polpa também facilita a produção de geleias artesanais, uma das formas mais tradicionais de consumo do fruto na região.
O uso popular do cubiu contra colesterol alto tem respaldo em pesquisas de laboratório: em estudos com ratos, a farinha do fruto reduziu o colesterol total, diminuiu de forma expressiva o LDL — o chamado colesterol ruim — e aumentou o HDL, o colesterol bom, além de elevar a eliminação de colesterol pelas fezes. Testes anteriores já haviam indicado efeito de redução da glicemia nos mesmos animais. O detalhe importante é que, até agora, nenhum desses resultados foi replicado em testes clínicos com seres humanos: a ciência confirma o potencial do fruto em modelo animal, mas ainda não pode garantir o mesmo efeito em pessoas.
Por isso, quem tem colesterol alto, diabetes ou outra condição metabólica não deve substituir o tratamento médico pelo consumo de cubiu, e sim buscar orientação profissional antes de incluir o fruto na dieta com finalidade terapêutica. Como outros frutos da família das solanáceas — a mesma do tomate e da berinjela —, o cubiu deve ser consumido maduro; o consumo do fruto verde ou em excesso, sem estudos que definam uma dose segura para humanos, não é recomendado.
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