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Caranguejo de 310 milhões de anos é encontrado com sistema nervoso intacto

Caranguejo de 310 milhões de anos é encontrado com sistema nervoso intacto
Caranguejo de 310 milhões de anos é encontrado com sistema nervoso intacto

A preservação de tecidos moles de um organismo é tão rara que, quando encontrada, surpreende os pesquisados, caso do pequeno cérebro do fóssil de um caranguejo-ferradura, encontrado com o sistema nervoso conservado em fóssil, no estado de Illinois, nos Estados Unidos.

O artrópode morreu há pelo menos 310 milhões de anos, segundo os cálculos feitos pelos estudiosos.

O espécime de Euproops danae pertence ao acervo do Yale Peabody Museum e foram usadas imagens e medições baseadas em raio-X, para avaliar a fossilização incomum e a composição química do fóssil.

Os caranguejos-ferradura viveram durante o período cambriano, quando houve uma explosão na formação de fósseis pelo mundo.

De acordo com os pesquisadores, a maioria destes artrópodes se fossiliza após morrerem e serem soterrados por camadas de sedimentos no fundo de lagos ou oceanos.

Mas as pesquisas mostraram que, especificamente esse caranguejo-ferradura, teve seu sistema nervoso substituído por camadas de caulinita após a sua morte.

Por isso, na cavidade onde antes ficavam os tecidos moles do sistema nervoso, a caulinita se formou e preenche completamente a lacuna, deixando um registro preciso da morfologia do cérebro do inseto.

FÓSSIL CONSERVADO

Os especialistas explicam que um tecido mole do corpo de animais e plantas raramente acaba conservado em fóssil porque são degradados pelos microrganismos do ambiente. Por isso, até mesmo os ossos demoram mais para desaparecer após a morte de um animal.

Há situações como em áreas de baixas temperaturas e pouco oxigênio que impedem as bactérias e fungos do ambiente digerir toda matéria orgânica, que acaba se conservando junto com o fóssil.

Também é possível, segundo os cientistas, que um animal ou planta acabe preso no âmbar, substância que, na verdade, se origina da seiva de árvores cristalizadas, podendo se fossilizar. Quando essa seiva prende um inseto, por exemplo, praticamente todos os tecidos do bicho ficam preservados.

A nova descoberta desperta a atenção dos estudiosos de fósseis do mundo, porque embora tenha havido a degradação da matéria orgânica do cérebro do caranguejo, o vácuo deixado pelo órgão foi substituído por um composto mineral que foi o que se conservou ao longo de milhões de anos.

 

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