Cercas elétricas subaquáticas são a mais nova arma usada para tentar conter o avanço de uma espécie de carpa asiática, peixe que representa grande ameaça à ecologia, ao meio ambiente, e à economia da região do Alto Meio-Oeste e dos Grandes Lagos dos Estados Unidos e Canadá.
As cercas elétricas são usadas para que os peixes não invadam áreas ainda livre delas. Estão sendo usados também barcos com eletrochoque e com dispositivos sonoros ou o som do próprio motor para espantar esses, que podem morrer com ruídos altos.
A Carpa asiática é, na verdade, um termo genérico dado para quatro espécies diferentes desse tipo de peixe: a carpa-cabeçuda, a carpa-prateada, a carpa-preta e a carpa-capim.
A carpa-cabeçuda, por exemplo, pode alcançar até 1,5 metros de comprimento e pesar até 50 kg e foi introduzida em Arkansas por se alimentar de forma voraz de quantidades grandes de vegetação e plâncton.
CARNÍVORAS E DEVORADORAS
A carpa-cabeçuda, juntamente com a carpa-prateada, foi introduzida no Arkansas na década de 70 como uma forma de limpeza de algas e tratamento de esgoto.
Mas elas escaparam e estabeleceram seu próprio habitat ao longo dos rios Mississipi e Illinois, reproduzindo-se com fêmeas botando até um milhão de ovos por ano e dizimando os peixes nativos.
A carpa-preta, por exemplo, se alimenta de mexilhões e caracóis nativos, alguns dos quais já podem estar em perigo. A carpa-capim pode alterar as teias alimentares de um novo ambiente, interferindo nas comunidades de plantas, invertebrados e peixes.
Observadores descobriram que a carpa-prateada se assusta com os barcos e jet-skis, o que as faz saltar alto, 2,5 a3 metros para fora da água, o que acabou ferindo velejadores e barqueiros por colisões com esses peixes.
Alimento popular na Ásia há milhares de anos, especialmente na China, a carpa é um peixe importantes por compor a maior parte da aquicultura daquele país, equivalente à carne bovina do Ocidente.
Mas nos demais países, sua carne não é muito apreciada por ter gosto característico de barro amargo.
Nos Estados Unidos e no Canadá, há campanhas para aumentar o consumo da carpa, inclusive com nomenclaturas como “atum prateado” ou “atum do Kentucky”, mas nem assim tem bons resultados, o que contribui para o aumento do número de peixes.
Os estudos agora buscam identificar sons que afetem apenas as carpas asiáticas e não os peixes nativos.
A introdução do peixe-jacaré é também parte dos esforços para reduzir o número de carpas asiáticas entre o Tennessee e o Illinois, isso porque ele se alimenta de ovos e carpas juvenis.
A preocupação dos norte-americanos e canadenses é que os chineses querem aumentar o número de carpas, tanto que proibiram a maior parte de sua pesca comercial nos rios para tentar proteger esses peixes naquele país.
Veja as imagens dos peixes recebendo choques elétricos:

