A história de Parintins começa ainda no século 18, quando o colonizador português José Pedro Cordovil se estabeleceu na região e batizou o povoado de Tupinambarana, em terras doadas pela Coroa. Em 1803, o lugarejo ganhou status de missão religiosa com o nome de Vila Nova da Rainha, e décadas depois, em 24 de outubro de 1848, foi elevado à categoria de vila, rebatizado como Vila Bela Imperatriz.
Foi em 15 de outubro de 1852 — exatamente 174 anos atrás — que uma lei da província do Amazonas, recém-separada do antigo Grão-Pará, criou oficialmente o município. A instalação administrativa, no entanto, só aconteceu meses depois, em 14 de março de 1853, e a sede só recebeu formalmente o status de cidade em 30 de outubro de 1880.
Hoje Parintins é considerada a segunda maior cidade do Amazonas, conhecida internacionalmente pelo Festival Folclórico, disputado todo mês de junho entre os bois-bumbás Garantido e Caprichoso. A festa existe desde 1965, é reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan e reúne o público no Centro Cultural e Esportivo Amazonino Mendes — o Bumbódromo, construído em formato de cabeça de boi, com capacidade para 35 mil pessoas.
A cidade, situada numa ilha no rio Amazonas, segue dependendo fortemente do transporte fluvial e aéreo para se conectar à capital: o trajeto de barco entre Manaus e Parintins leva de 14 a 18 horas, enquanto o voo direto dura cerca de 45 minutos a 1 hora — um contraste que, 174 anos depois da criação do município, ainda marca a rotina de quem vive na região.
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