Hoje é dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e em Manaus a data tem um endereço certo: o bairro Aparecida, na zona sul da capital, ao lado do Centro, que recebeu esse nome em homenagem à devoção depois de já ter sido chamado de Cornetas, Cajazeiras, Saco do Alferes, Vista Alegre e bairro dos Tocos, entre outros nomes, ao longo de sua história.
A paróquia que deu identidade ao bairro nasceu em 1943, com a chegada dos missionários redentoristas, vindos dos Estados Unidos para evangelizar a Amazônia. Depois de um primeiro tríduo na capela de São Vicente de Paulo, em setembro daquele ano, a paróquia foi oficialmente criada em janeiro de 1944, com o padre André Joerger como primeiro vigário. A igreja seria inaugurada em 1946, mesmo ano em que, em 7 de maio, o bairro passou a se chamar oficialmente Nossa Senhora Aparecida.
Foi só décadas depois, em 12 de outubro de 2007, que a igreja ganhou um novo status: por determinação do então arcebispo emérito de Manaus, dom Luiz Soares Vieira, o templo foi elevado à condição de Santuário, em reconhecimento à representatividade do local e às graças relatadas pelos devotos ao longo dos anos. A data não foi escolhida por acaso: coincide com o próprio dia da padroeira.
Desde então, o Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora Aparecida é palco todo 12 de outubro de uma das maiores celebrações religiosas de Manaus, com novena, carreata ao amanhecer, missas ao longo do dia, missa solene, missa campal e procissão à noite, reunindo milhares de fiéis que acompanham a festa da padroeira no bairro que leva o nome dela.
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