Celebrado em 1º de outubro desde 2015, o Dia Internacional do Café foi instituído pela Organização Internacional do Café, entidade que reúne dezenas de países produtores e associações cafeeiras, substituindo datas nacionais que já existiam antes em diferentes países para marcar a bebida. A origem exata da escolha do dia 1º de outubro não ficou documentada, mas a data se consolidou como a celebração mundial do café.
No Amazonas, estado que não é tradicionalmente lembrado pela cafeicultura, a área plantada com café cresceu 340% entre 2021 e 2025, saltando de pouco mais de 500 hectares para cerca de 2.300 hectares. No mesmo período, o número de produtores mais que dobrou, passando de 600 para cerca de 1.400, e a produção chegou a quase 2.800 toneladas em 2025.
Parte desse avanço vem do Robusta Amazônico, variedade desenvolvida por unidades da Embrapa em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para se adaptar ao clima da região. Os primeiros testes começaram em 2017 em municípios como Silves, Itacoatiara, Manaus e Humaitá, e hoje Apuí lidera a produção estadual, seguido por Humaitá e Rio Preto da Eva — municípios que também integram um programa prioritário de apoio à cafeicultura mantido pelo governo do Amazonas.
Para dar ainda mais força à cadeia local, uma lei estadual sancionada em março deste ano passou a exigir que órgãos públicos do Amazonas priorizem a compra do café robusta produzido no próprio estado, em vez de adquirir o produto de fornecedores de fora — uma forma de manter no Amazonas o dinheiro que antes ia para produtores de outras regiões do país.
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