Depois da descoberta rara de 614 pegadas de dinossauros identificadas em Cabo Espichel, localizado em Portugal, surgem novidades no mesmo local como a identificação de pegadas de crocodilomorfos, ancestrais dos crocodilos, com data de cerca de 129 milhões de anos.
Os sítios com pegadas de dinossauros que foram identificados a partir de 2019 em locais como Lagosteiros ou a Pedra da Mua, fazem do Cabo Espichel um local onde se encontra uma vasta amostra destes registos fósseis.
Depois das pegadas e de elementos esqueléticos de dinossauros e de outros vertebrados do Cretácico Inferior, foram encontradas pegadas de crocodilomorfos.
De acordo com a divulgação científica, os pesquisadores já se concentravam em Cabo Espichel, mais precisamente na Vila de Sesimbra, desde janeiro de 2021, após a identificação de 614 pegadas de dinossauros.
Mas em outra camada, chegaram às pegadas de crocodilomorfos – grupo que inclui os crocodilos e os seus ancestrais mais próximos, descoberta raríssima. Essas pegadas remontam ao Cretácico Inferior e são as primeiras a serem identificadas naquela zona e daquele período geológico, em Portugal.
PRIMEIRAS PEGADAS
Os trabalhos de investigação agora voltam-se para tentar identificar trilhos e medi-los, com o objetivo de verificar algum comportamento dos crocodilomorfos, como a sua velocidade.
Pelas pegadas encontradas, é possível deduzir que, possivelmente, alguns dos crocodilomorfos viviam em uma laguna, de águas com pouca profundidade, sob um clima tropical “arranhando” o leito de vasa dessa laguna.
Os cientistas buscam entender de onde vinham ou para onde iam, além de estudos estratigráficos e sedimentológicos, visando compreender o ambiente no qual os animais viviam.

