Uma nova portaria do Ministério da Saúde, a Portaria GM/MS nº 11.685/2026, entrou em vigor na quarta-feira (30/9) e passou a valer para toda a Hemorrede do Paraná, coordenada pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), unidade pública ligada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). A norma atualiza critérios de elegibilidade de doadores e reduz períodos de espera em diversas situações.
Entre as mudanças, doadores que já doam regularmente podem continuar doando após os 70 anos, desde que estejam saudáveis e passem por avaliação clínica. Quem fez tatuagem, piercing ou procedimento estético pode doar após sete dias, quando for possível avaliar a segurança do local e do procedimento, ou após quatro meses nos demais casos; piercings orais ou genitais exigem quatro meses após a remoção. O prazo após endoscopia ou colonoscopia cai de seis para quatro meses, e o de tuberculose pulmonar ou extrapulmonar curada cai de cinco para dois anos. Quem fez cirurgia bariátrica pode doar após seis meses, com peso estável, e o prazo para quem teve parceiro sexual eventual ou desconhecido cai de 12 para quatro meses após o último contato.
A portaria também passa a permitir a avaliação de pessoas com histórico de câncer cinco anos após o fim do tratamento, caso haja confirmação de cura ou remissão e nenhuma doença ativa. Casos de melanoma e neoplasias hematopoiéticas, como linfomas e mieloma, continuam com impedimento permanente para doação.
Segundo a Sesa, a Hemorrede do Paraná envia cerca de 700 hemocomponentes por dia a 384 hospitais públicos, privados e filantrópicos atendidos pela rede. As mudanças não dispensam a triagem individual: todo candidato passa por entrevista e avaliação clínica e precisa apresentar documento de identificação com foto, e algumas cidades exigem agendamento prévio.
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