Apesar da leitura de muitos analistas de que o tom do Comitê de Política Monetária (Copom) foi conservador, sinalizando continuidade dos cortes graduais, os juros futuros recuam na manhã desta quinta-feira, 30, também na ponta curta, influenciados mais pelo alívio vindo do exterior.
O movimento é favorecido pela queda do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries. Além disso, o dólar ronda a estabilidade ante o real. "A devolução hoje nos juros é basicamente em função do cenário internacional. A sinalização do Copom foi 'hawkish', de que vai reduzir os juros em 25 pontos em junho e o segundo semestre vai depender do prolongamento da guerra", afirma o economista-chefe da Equador Investimentos, Eduardo Velho.
Segundo ele, a derrota do governo no Senado com rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) tem influência positiva marginalmente.
Às 9h49, a taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caía para mínima de 14,145%, de 14,209% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 recuava para 13,740%, de 14,209%, e o vencimento para janeiro de 2031 cedia para 13,740%, de 14,209% no ajuste de quarta (29).



