Por Michael S. Derby
NOVA YORK, 1 Set (Reuters) - O diretor do Federal Reserve Michael Barr afirmou nesta terça-feira que, se a inflação não diminuir rapidamente, será hora de o banco central dos EUA aumentar as taxas de juros.
“A inflação continua alta demais — e vem sendo assim há mais de cinco anos”, disse Barr no texto de um discurso preparado para ser proferido no Fórum de Empréstimos de Segunda Chance.
Referindo-se à reunião de política monetária do Fed, marcada para 15 e 16 de setembro, e ao espaço que ela dá às autoridades para avaliar as opções de política monetária, Barr disse: “Se a inflação não parecer estar moderando suficientemente, então acho que devemos agir de forma decisiva para aumentar os juros”.
“Se as tendências nos dados me derem alguma confiança de que a inflação está moderando rumo aos 2%, então acho que podemos esperar um pouco mais para avaliar nossa postura de política monetária”, acrescentou.
Barr também observou que a economia está apresentando um desempenho sólido, impulsionado por investimentos em tecnologia de inteligência artificial. Ele afirmou que o mercado de trabalho está “estável, com desemprego relativamente baixo”.
O presidente do Fed, Kevin Warsh, sinalizou na semana passada a possibilidade de um aumento nas taxas de juros, afirmando no simpósio econômico anual de Jackson Hole, organizado pelo Fed de Kansas City, que, no que diz respeito à política monetária, “devemos ter certeza de que a inflação subjacente está caminhando em direção à nossa meta, de forma clara e com velocidade suficiente. Caso contrário, temos trabalho a fazer”.
Os mercados financeiros apostam que o Fed aumentará sua taxa básica de juros, atualmente fixada na faixa de 3,50% a 3,75%, em 0,25 ponto percentual em sua reunião deste mês. Muitas autoridades do Fed sinalizaram abertura para aumentar os juros, citando os índices de inflação que permanecem persistentemente acima da meta de 2%.




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