O Banco Central manteve a sua projeção para o crescimento do saldo total de crédito do Brasil este ano em 9,0%. A autarquia ajustou as estimativas para o saldo total de pessoas físicas (9,5% para 9,8%) e de pessoas jurídicas (8,2% para 7,8%). Os números constam no Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre, publicado nesta quinta-feira.
Segundo o BC, a projeção atual de crédito indica "desaceleração do crédito pelo segundo ano consecutivo". O relatório afirma ainda que os programas que envolvem crédito anunciados pelo governo desde o último RPM compensam entre si os efeitos causados nas projeções.
"No tocante aos programas de crédito criados desde o último RPM, há tanto programas com efeito positivo sobre o saldo, a exemplo do Move Brasil, voltado a motoristas de aplicativos e taxistas, quanto programas que tendem a reduzir o estoque de dívida, como o Novo Desenrola Brasil Famílias", escreveu a autoridade monetária.
A previsão para o saldo total do crédito livre passou de 8,1% para 7,8%, com revisões nas estimativas para PF (9,5% para 10%) e PJ (6,0% para 4,5%).
A projeção para o saldo do crédito direcionado oscilou de 10,2% para 10,7%, mantendo a projeção na categoria PF (9,5%) e aumentando na de PJ (11,5% para 13%).



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