FRANKFURT, 3 Jun (Reuters) - O Banco Central Europeu se reuniu com os bancos comerciais na semana passada para discutir a possível ameaça dos mais novos modelos de inteligência artificial e fará o acompanhamento com exigências de medidas práticas de defesa, disse o membro da diretoria da autoridade monetária da zona do euro Frank Elderson.
Os rápidos avanços na tecnologia de IA aumentaram o risco de que os ataques cibernéticos possam descobrir e explorar rapidamente as vulnerabilidades nas defesas dos bancos e combinar problemas aparentemente menores em ameaças sérias.
"Como próximo passo, enviaremos a chamada 'carta ao prezado presidente-executivo' a todos os bancos, na qual pretendemos pedir que tomem medidas proativas para garantir a robustez e a segurança contínuas de seus sistemas diante desses desafios transformadores e faremos o acompanhamento com bancos individuais de maneira direcionada", disse Elderson nesta quarta-feira.
Elderson, que é vice-presidente do Conselho de Supervisão do BCE, argumentou que essas ameaças não são apenas uma questão de segurança cibernética e exigem uma abordagem estratégica, com a administração assumindo o controle, dedicando conhecimento e recursos ao longo de muitos anos.
Isso pode ser caro, mas a alta lucratividade do setor deve dar aos bancos os amortecedores financeiros para investir, argumentou ele.
Uma questão importante pode ser o fato de os grandes bancos poderem arcar mais facilmente com as defesas, o que pode ser difícil para as instituições de pequeno e médio porte.
"A infraestrutura crítica da qual os bancos dependem - incluindo provedores de nuvem, redes de telecomunicações, sistemas de pagamento e fornecimento de eletricidade e água - também pode se tornar um alvo", disse ele. "Como resultado, cenários que antes eram considerados riscos de cauda podem se tornar mais prováveis."
(Reportagem de Balazs Koranyi)



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