RIO - O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, aproveitou o evento de posse do novo presidente do IBGE, Paulo Rabello de Castro, para "passar o dever de casa" a ele. Disse que as prioridades do banco de fomento devem ser agilizar e simplificar análises das operações, dar mais espaço às pequenas e médias empresas na carteira da instituição e ter "foco no cliente", além de valorizar o corpo técnico do banco.
— Agilizar as análises e simplificar os procedimentos do banco não é simplesmente estabelecer metas. O banco tem que ter foco no cliente. Não vamos operar sem segurança ou controle, mas é preciso que façamos isso sem prejuízo do cliente — disse o ministro.
O ministro disse ainda que o banco precisa fazer projetos de project finance na área de infraestrutura. Esse tipo de financiamento tem como garantias a receita futura dos projetos.
— O BNDES não pode simplesmente apagar a luz e deixar o mercado privado se resolver com os projetos de infraestrutura — disse Oliveira, que exaltou a ex-presidente do BNDES Maria Silvia Bastos Marques durante seu discurso. — Coube à Maria Silvia o período mais crítico. Para a felicidade do país, o presidente Michel Temer encontrou alguém a sua altura.
Uma das críticas que o banco recebia na gestão de Maria Silvia era que os financiamentos vinham sendo represados. Esta semana, a diretora responsável pela área de infraestrutura do BNDES, Marilene Ramos, disse em evento em São Paulo que o banco deixou de emprestar R$ 25 bilhões a empresas de infraestrutura em 2016 porque houve deterioração da situação financeira das empresas, seja devido à crise econômica, seja porque elas são investigadas pela Lava-Jato.
Oliveira disse ainda que os investidores estão "ávidos" para investir e não "afugentados" por causa de crises conjunturais:
— Para qualquer investidor que tenha estratégia global, o Brasil é parada obrigatória.



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