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Bolsa sobe quase 1% e dólar cai a R$ 3,127 com otimismo externo

SÃO PAULO - Com o menor risco do avanço da extrema direita na França, os mercados do mundo tudo operaram com ganhos nesta segunda-feira No Brasil, o índice Ibovespa fechou em alta de 0,98%, aos 64.389 pontos, e o dólar comercial registrou desvalorização de 1,01% ante o real, cotado a R$ 3,127, acompanhando o movimento global da moeda americana.

Após o primeiro turno das eleições na França, os investidores receberam de forma positiva o apoio dos candidatos derrotados a Emmanuel Macron, que é favorável à permanência do país na União Europeia. Esse apoio enfraquece a possibilidade de avanço de sua concorrente, a candidata de extrema-direita Marine Le Pen. O segundo turno está marcado para 7 de maio.

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Em meio a esse cenário de otimismo, os principais indicadores do mercado acionário fecharam em alta. Nos Estados Unidos, o Dow Jones subiu 1,05% e o S&P 500 teve alta de 1,05%. Os maiores ganhos, no entanto, se deram na Europa. O DAX, de Frankfurt, fechou em alta de 3,37% e o CAC 40, da Bolsa de Paris, avançou 4,14%, maior valorização desde agosto de 2015. Já o FTSE 100, de Londres, teve variação positiva de 2,11%.

No mercado de câmbio, o dólar segue o movimento externo da moeda. O “dollar index” registrava queda de 0,94% próximo ao horário de encerramento dos negócios no Brasil, com a valorização tanto das divisas consideradas fortes como a de emergentes.

— O dólar comercial encerrou a sessão em queda refletindo a redução das incertezas produzidas a partir do resultado das eleições presidenciais na França. E o entusiasmo pela liderança do candidato centrista Emmanuel Macron, protagonizou em verdadeiro rali nos mercados acionários mundo afora — afirmou Ricardo Gomes da Silva, analista da Correparti Corretora de Câmbio.

No entanto, Silva lembrou que internamente os negócios seguem voltados para o desenrolar das negociações da Reforma da Previdência. O avisou aos líderes da base aliada que o governo não irá fazer mais nenhuma nova concessão na proposta de regras para a aposentadoria que será votado pelo Congresso Nacional.

Na avaliação de Luís Gustavo Pereira, analista chefe da Guide Investimentos, há uma preocupação em relação ao quanto o governo pode ter que ceder para aprovar a reforma, mas a avaliação é que o texto será aprovado.

— Há uma cautela interna devido às delações da Odebrecht e ao avanço da Reforma da Previdência, mas nada que mude o cenário. O governo pode postergar um pouco a votação. As concessões já feita até agora devem ter desidrato o projeto original em um 30%. Acho que é isso que vai passar pelos deputados — avaliou.

A Bolsa subiu com o desempenho positivo das ações mais negociadas. As preferenciais (PNs) da Petrobras registraram alta de 1,08%, cotadas a R$ 14,03, e as ordinárias (ONs) tiveram variação positiva de 0,84%, a R$ 14,39, mesmo com a queda do petróleo no mercado internacional - o barril do tipo Brent recuava 0,50%, a US$ 51,70 o barril.

Apesar da queda do petróleo, as ações da estatal são beneficiadas pela decisão da estatal em elevar os preços do diesel e da gasolina. As altas foram de, respectivamente, 4,3% e 2,2%.

Também registraram ganhos as ações PN da Vale, com alta de 0,61%. As ONs subiram 0,62%. Desempenho significativo também teve o setor bancário, de maior peso na composição do Ibovespa. As preferenciais do Itaú Unibanco e do Bradesco avançaram, respectivamente, 1,93% e 1,83%.

As ações da Hypermercas tiveram alta de 3,83% após o colunista d’O GLOBO Lauro Jardim divulgar que . Essa foi a maior variação entre as ações do Ibovespa. Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa negou qualquer tipo de negociação.

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