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Bolsas da Europa fecham na maioria em queda com avanço do petróleo após nova escalada EUA-Irã

Estadão

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta segunda-feira, 31, com a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã impulsionando o petróleo e ações de energia, enquanto Frankfurt ficou sob pressão de papéis industriais. O avanço do Brent acima de US$ 90 reforçou preocupações com a oferta pelo Estreito de Ormuz. Londres não operou devido a feriado bancário.

Em Frankfurt, o DAX caiu 1,09%, a 26.281,49 pontos. Em Paris, o CAC 40 caiu 0,79%, a 8.334,50 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,01%, a 52.612,69 pontos. Em Madri, o Ibex 35 perdeu 0,29%, a 19.983,20 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,07%, a 9.437,18 pontos. Em Londres, o FTSE 100 não operou devido a feriado. As cotações são preliminares.

Na Alemanha, a inflação ao consumidor acelerou de 2,8% para 2,9% em agosto, na comparação anual. Carsten Brzeski, do ING, prevê que a taxa supere 3% e permaneça nesse nível até o fim do ano, diante do petróleo elevado, embora veja poucos sinais de efeitos de segunda ordem. O banco espera alta de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) em setembro, mas considera novos aumentos menos certos.

Entre as ações, petrolíferas estiveram entre os destaques positivos com a retomada dos ataques no Oriente Médio. Repsol avançou cerca de 2,5% em Madri, Galp subiu perto de 2,2% em Lisboa e TotalEnergies ganhou cerca de 1,2% em Paris. Em Milão, Eni teve alta de 2%, enquanto Tenaris, fornecedora de tubos para o setor de petróleo, avançou cerca de 3% também na bolsa italiana. O índice do setor europeu de petróleo e gás teve alta de 0,2%.

Em Frankfurt, Siemens Energy ajudou a pressionar o DAX com queda de 1,8%, enquanto a empresa imobiliária residencial Vonovia cedeu 2,9% e a Heidelberg Materials, de materiais de construção, caiu 2,6%. No mercado mais amplo alemão, a Lanxess, do segmento da indústria química, destoava com alta de 2,9%.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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