As bolsas da Europa fecharam em queda nesta quinta-feira, 1º de outubro, influenciadas pelo contínuo movimento de liquidação de títulos americanos e europeus que pressionou as ações de bancos. O mercado também monitorou riscos geopolíticos - que mantêm os preços do petróleo em níveis elevados - e o avanço da inteligência artificial (IA).
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,68%, a 10.428,27 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,87%, a 24.980,82 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 1,62%, a 7.835,31 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 2,21%, a 50.237,86 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 2,28%, a 18.984,14 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 cedeu 1,97%, a 9.476,60 pontos. As cotações são preliminares.
Durante a sessão europeia, a alta das ações ligadas à IA foi contida pela acentuada desvalorização dos títulos públicos, à medida que os investidores equilibravam o entusiasmo com a tecnologia diante de um cenário macroeconômico complicado.
As ações de semicondutores, como as holandesas ASML e ASM International, fecharam perto da estabilidade, também após o balanço trimestral da Micron Technology nos Estados Unidos.
Entre os destaques da sessão, o setor bancário perdeu mais de 3%, com quedas de 4% do britânico Barclays e de 3,67% do italiano UniCredit. Em Madri, o BBVA cedeu 3,73% depois de aumentar seu dividendo provisório em quase 16%, para 37 centavos de euro por ação.
O movimento de venda generalizada no setor ocorreu como um reflexo da combinação entre juros soberanos nas máximas em décadas, alta do petróleo acima de US$ 100 por barril e aumento da aversão a risco, sem descuidar da geopolítica e de informações de política monetária dos bancos centrais.
A integrante do Comitê de Política Monetária (MPC) do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) Catherine Mann afirmou que as condições financeiras reais no Reino Unido estão "insuficientemente restritivas" e que, em algum momento, a autoridade monetária precisará elevar a taxa básica de juros, citando a inflação acima da meta há anos e os riscos de alta dos preços por conta do conflito no Oriente Médio.
*Com informações da Dow Jones Newswires
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