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Brasil está mostrando uma recuperação em trajetória de 'V da Nike', diz Guedes

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (5) que o Brasil está mostrando uma recuperação econômica em trajetória de "V da Nike". Chamado de "swoosh", o logotipo da marca esportiva tem a segunda perna mais deitada, sugerindo uma recuperação mais lenta do que a queda. "Do ponto de vista da economia, o que eu digo é que [a arrecadação] do ICMS está 3% ou 4% abaixo do registrado primeiro semestre do ano passado, ou seja, a recuperação está vindo com relativa força. O consumo de energia elétrica, a mesma coisa: 3%, 4% abaixo do mesmo mês do ano passado. Os empregos: 900 mil perdidos em abril, 300 mil em maio e 10 mil só em junho", disse. "Então, as indicações são de que o Brasil está se recuperando no V da Nike. É um V em que não se volta com a mesma velocidade que caiu, mas está subindo mês a mês. Saíram os dados da produção industrial agora: 8%, 9% acima do mês passado também", afirmou. Durante uma audiência virtual sobre reforma tributária, o ministro também chegou a afirmar que não é possível prorrogar o auxílio emergencial com valor de R$ 600 mais do que o previsto hoje. "O Brasil não aguenta muito tempo", disse. A proposta original de Guedes era conceder um valor de R$ 200 para trabalhadores informais, mas depois o Congresso pressionou por uma quantia de R$ 500 a ser estendida também a beneficiários do Bolsa Família. No fim, o governo elevou a quantia para R$ 600 para manter a paternidade do valor concedido. "Houve ampliação da base e do nível de auxílio. Se fosse R$ 200, ou R$ 300, dava para segurar por seis meses, um ano. Sendo R$ 600, não conseguimos estender mais do que estamos fazendo até agora", disse Guedes. Também nesta quarta, o presidente Jair Bolsonaro disse que o auxílio não pode durar muito. "Não dá para continuar muito porque, por mês, custa R$ 50 bi. A economia tem que funcionar. E alguns governadores teimam ainda em manter tudo fechado", disse Bolsonaro na área interna do Palácio da Alvorada. No domingo (2), Bolsonaro já havia criticado a ideia de tornar a medida permanente. "Por mês, são R$ 50 bilhões. Vão arrebentar com a economia do Brasil", disse o presidente.

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