BRASÍLIA - As trocas de serviços e o comércio do Brasil com o restante do mundo tiveram o melhor resultado dos últimos dez anos. O déficit das chamadas ficou em US$ em Isso equivale a do Produto Interno Bruto (, conjunto de tudo o que é produzido na economia em um ano). Os dados foram divulgados nesta manhã pelo Banco Central.
No entanto, com a perspectiva de melhora da atividade economia, a estimativa é que esse déficit se aprofunde neste ano por causa do aumento das importações e de gastos com frete e alugueis de equipamentos, por exemplo. O BC espera um rombo quase o dobro do deste ano, de US$ 18,4 bilhões.
— A recuperação da economia brasileira vai se intensificar em 2018 e é por essa razão que o déficit das contas externas deve se acentuar em 2018 — previu Fernando Rocha, chefe do departamento econômico do Banco Central.
Em 2017, o saldo da balança comercial recorde ajudou o Brasil a melhorar os dados das contas externas. O país ainda recebeu US$ 70,3 bilhões de investimentos estrangeiros diretos no país: veio abaixo do esperado pelo BC. É o menor investimento desde 2013.
— É um número bastante sólido — garantiu Rocha, que lembrou que o número é muito maior que o déficit das contas externas.
Por outro lado, os gastos começam a se intensificar. Só em viagens, o turista brasileiro gastou US$ 19 bilhões: alta de 31% em relação ao ano anterior.

