A rivalidade entre a montadora chinesa BYD e a japonesa Toyota saiu das concessionárias e ganhou as redes sociais. A empresa chinesa publicou no Instagram uma peça com um de seus sedãs híbridos diante de uma bandeira do Brasil e a frase de que não é de hoje que os japoneses ficam pelo caminho, aproveitando a vitória da seleção brasileira por 2 a 1 sobre o Japão na Copa do Mundo para emendar um argumento comercial sobre a autonomia de até 1.200 quilômetros anunciada para o modelo.
O recado tinha destinatário claro. O sedã da marca chinesa disputa espaço direto com o Corolla, símbolo da Toyota no país há décadas, num segmento que vem sendo remodelado pela chegada das tecnologias eletrificadas. Enquanto o produto chinês trabalha com sistema híbrido plug-in, capaz de rodar em modo totalmente elétrico, o rival japonês aposta na configuração que dispensa recarga externa e na fidelidade construída ao longo de gerações de consumidores.
A resposta da japonesa veio no mesmo tom, com a ironia de que o rei estaria mudando de castelo, referência direta ao nome do concorrente e à liderança histórica que a marca sustenta na categoria. O tema voltou à pauta depois que o modelo chinês superou o Corolla nas vendas de agosto, mês em que a produção do sedã japonês passou por redução temporária por causa da transferência de linha entre duas fábricas paulistas.
No acumulado do ano, porém, os números ainda favorecem a montadora japonesa, com mais de 11 mil emplacamentos do Corolla contra pouco mais de 6,5 mil do rival, comparação que embute a diferença de que o modelo japonês soma versões híbridas e a combustão. A empresa também tratou de afastar rumores sobre uma retirada do país e reafirmou investimentos bilionários previstos até 2030, com promessa de cerca de 2 mil novos empregos diretos na unidade ampliada.



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