Após passagem da missão empresarial de seu país pela Argentina, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, disse nesta quarta-feira, 9, que o Brasil está no centro do esforço italiano de diversificação de mercados e expansão das exportações. Esse objetivo, ressaltou o chanceler, deve ser impulsionado pelo acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.
Tajani participa nesta quarta-feira de um encontro na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que também tem a presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa.
Como medida prática para sustentar o crescimento e impulsionar o comércio bilateral, Tajani anunciou a criação de um grupo de trabalho com o governo brasileiro, que deve se reunir a cada ano.
Antes da abertura do evento na Fiesp, ele disse a jornalistas que a missão composta por 100 empresas italianas é a maior desde a assinatura do acordo e busca transformar em "ações concretas" a decisão europeia, "fortemente apoiada pela Itália", de aprovar o pacto com o bloco sul-americano.
Também vice-primeiro-ministro no governo de Giorgia Meloni, Tajani destacou o tamanho da delegação como sinal político e econômico da prioridade dada à região e, em especial, ao mercado brasileiro. O ministro ressaltou que nos últimos anos o intercâmbio comercial entre Itália e Brasil teve um aumento de 55,7%.
Segundo ele, a perspectiva é de continuidade do avanço. "A tendência nos diz que continuaremos a crescer nos próximos anos, pelo menos em cerca de 4% a cada ano", disse o ministro, acrescentando que nos primeiros meses após o acordo a corrente comercial - soma das exportações e importações - já teve crescimento de 22%.
No pano de fundo, o chanceler conectou a agenda com o objetivo macroeconômico do governo italiano de ampliar o peso das exportações, que hoje já representam algo entre 30% e 40% do Produto Interno Bruto (PIB).
Segundo Tajani, a meta no curto prazo é elevar as exportações do país para 700 bilhões de euros, saindo de um montante próximo a 650 bilhões de euros.



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