PEQUIM, 2 Set (Reuters) - A China nunca busca deliberadamente um superávit comercial e insiste em expandir a demanda interna e manter um alto nível de abertura ao mundo, afirmou o presidente do banco central chinês na reunião dos ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais do G20, de acordo com um comunicado divulgado pelo banco nesta quarta-feira.
A reunião do G20, com duração de dois dias, realizada nos EUA, foi encerrada na terça-feira.
Um comunicado da presidência do G20 afirmou que os participantes, com exceção da China, concordaram que os países devem eliminar “políticas não orientadas pelo mercado” que agravam os desequilíbrios.
A China registrou um superávit comercial recorde de quase US$1,2 trilhão em 2025, o que deixou os parceiros comerciais inquietos e gerou pedidos por medidas mais enérgicas para proteger as indústrias nacionais do aumento das importações chinesas.
O comunicado do banco central da China citou seu presidente, Pan Gongsheng, segundo o qual todos os países precisam de reformas estruturais para lidar com os desequilíbrios comerciais globais.
Pan disse que os países com déficit devem reduzir seus déficits fiscais e aumentar as taxas de poupança interna, enquanto os países com superávit devem promover o crescimento do consumo e do investimento.
Segundo ele o aumento do protecionismo comercial, a generalização das questões de segurança nacional e as políticas imprevisíveis são os principais fatores por trás do agravamento do desequilíbrio econômico global nos últimos anos, de acordo com o comunicado do banco central.
Os atritos comerciais e o protecionismo têm prejudicado a economia global ao afetar as cadeias de oferta, elevar a inflação e afetar as expectativas do mercado, acrescentou Pan.
(Reportagem de Ellen Zhang, Shi Bu e Liz Lee)



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