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Com atraso na vacinação, Brasil perde sete posições em ranking do PIB no primeiro trimestre

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Mesmo com PIB (Produto Interno Bruto) positivo no primeiro trimestre, o Brasil perdeu sete posições em um ranking que compara o desempenho econômico de 50 países. O levantamento é produzido pela agência de classificação de risco Austin Rating.

No primeiro trimestre, o PIB nacional cresceu 1,2% em relação aos três meses anteriores. Conforme o ranking, outras 18 nações tiveram alta superior no mesmo período, deixando o Brasil na 19ª posição da tabela.

O país figurava no 12º lugar do levantamento anterior, com base em estatísticas do quarto trimestre de 2020.

Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, avalia que o PIB brasileiro cresceu menos do que o de outros locais devido a uma combinação de fatores.

O primeiro é o atraso da vacinação contra a Covid-19 na comparação com outras regiões, incluindo Europa e Estados Unidos. A imunização é considerada fundamental para recuperação do setor de serviços, o maior da economia brasileira, diz Agostini.

Outro fator que freou o desempenho é a restrição fiscal que atinge o país. No primeiro trimestre, o governo federal interrompeu programas de estímulo à economia, como o auxílio emergencial, e isso afetou o consumo das famílias. O auxílio só foi retomado em abril.

“O Brasil perdeu posições no ranking, em relação ao quarto trimestre, principalmente porque demorou para entrar no processo de imunização. Além disso, o efeito da segunda onda da Covid-19 pegou o Brasil em fevereiro e março de 2021, enquanto que, em países da Europa, foi lá em outubro e novembro. A vacinação nesses países começou bem antes, não só no leste europeu, mas também na Ásia”, afirma Agostini.

A Croácia lidera o ranking do primeiro trimestre, com avanço de 5,8% no PIB. Em seguida, aparecem Hong Kong (5,4%), Estônia (4,8%) e Chile (3,2%). Maior economia mundial, os Estados Unidos ficaram no 15º lugar, com alta de 1,6%.

Com o crescimento de 1,2% no primeiro trimestre, o PIB brasileiro voltou ao patamar do quarto trimestre de 2019. Ou seja, retomou o período pré-pandemia.

Contudo, ainda está 3,1% abaixo do ponto mais alto da série histórica, alcançado no início de 2014, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (1º).

A Austin Rating projeta crescimento de 3,3% para o PIB nacional em 2021. No próximo ano, a perspectiva é de avanço de 3,3%.

*

TAXA DE CRESCIMENTO DOS PAÍSES NO PRIMEIRO TRIMESTRE

Em relação ao trimestre anterior (em %)

1º) Croácia: 5,8

2º) Hong Kong: 5,4

3º) Estônia: 4,8

4º) Chile: 3,2

5º) Cingapura: 3,1

6º) Taiwan: 3,1

7º) Colômbia: 2,9

8º) Romênia: 2,8

9º) Malásia: 2,7

10º) Bulgária: 2,5

15º) Estados Unidos: 1,6

19º) Brasil: 1,2

Fonte: Austin Rating

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