RIO - Após meses de negociação com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), as concessionárias de aeroportos, finalmente, quitaram as dívidas relativas a outorgas passadas, além de adiantarem parte do pagamento dos próximos anos. Ao todo, foram pagos R$ 4,4 bilhões. Os recursos vão para o Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), engordando a arrecadação da União na reta final do ano. O fundo é gerido pelo Ministério dos Transportes, e os recursos têm de ser aplicados no setor.
Foram quatro as concessionárias que quitaram suas dívidas: as que operam os aeroportos de Galeão (Rio), Guarulhos (São Paulo), Brasíla e São Gonçalo do Amarante (Natal). Foram R$ 2,3 bilhões referentes a parcelas atrasadas e R$ 2,1 bilhões relativos a parcelas futuras. A BH Airport, concessionária de Confins (MG), fez os depósitos em juízo.
A reprogramação das outorgas foi um pedido de várias administradoras de aeroportos. Essas empresas tiveram forte queda de receita com a recessão, que reduziu o fluxo de passageiros, e tiveram dificuldade de pagar algumas parcelas da outorga acertada nos leilões de concessão, realizados entre 2012 e 2013. Além disso, algumas tiveram problemas para obter o financiamento de longo prazo junto ao BNDES depois de sócios terem caído na mira dos investigadores da Lava-Jato.
