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Copom discutiu mudar balanço de riscos, mas achou prudente aguardar informações, diz Picchetti

O diretor de Política Econômica e Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Paulo Picchetti, disse nesta quinta-feira, 26, que o Comitê de Política Monetária (Copom) discutiu, durante a sua última reunião, fazer mudanças no balanço de riscos para a inflação, em meio ao aumento da incerteza global, mas que, por ora, a avaliação foi de que é mais prudente aguardar novas informações antes de promover qualquer alteração.

"Dada essa incerteza muito grande a gente achou prudente nesse momento ter mais informações, acompanhar mais os desdobramentos do que vai acontecer antes de fazer uma revisão em relação ao que a gente já tem", disse Picchetti, durante coletiva do Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre.

O diretor destacou ainda que, mesmo que os itens mencionados no balanço de riscos não mudem, as probabilidades do que pode ou não acontecer mudam ao longo do tempo. "Não é só uma questão de contar número de riscos para cima ou para baixo. Cada um desses riscos têm uma probabilidade associada e um impacto associado sobre o que é, no fundo, o que é a nossa preocupação central, de atingir a meta de inflação. E isso muda ao longo do tempo, mesmo que os itens não mudem", explicou.

Em relação às revisões altistas que o BC fez nas projeções de inflação, tanto para este ano quanto para o terceiro trimestre de 2027, horizonte de atuação da política monetária, Picchetti disse que foram reflexo da alta nos preços de energia, após a eclosão do conflito no Oriente Médio. O BC espera IPCA de 3,3% para o final do terceiro trimestre de 2027, ante projeção anterior de 3,2%

Picchetti salientou que esse número é o que normalmente concentra as atenções dos agentes, mas que, mais do que esse número em si, é preciso reconhecer que há aumento da dispersão dos números de inflação, em meio a toda a incerteza que envolve o ambiente global hoje. "E essa dispersão, óbvio, aumentou bastante."

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