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Depois de anunciar saída do país, Fnac agora diz que procura parceiros

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SÃO PAULO - Diferente do comunicado feito ontem pela matriz francesa, a filial brasileira da Fnac informou nesta quarta-feira, através de comunicado, que não está saindo do Brasil. No texto, a varejista diz que iniciou um processo de busca por eventuais parceiros locais para reforçar sua operação no país. Desde o final do ano passado, a Fnac passou a abrir lojas através da formação de joint ventures com parceiros locais para se expandir. Isso já aconteceu em países como Qatar e Marrocos.

"A operação brasileira precisa ter um tamanho crítico no sentido de ser relevante e reforçar sua posição de mercado. Devido a isso, a Fnac iniciou um processo ativo de busca de parceiro local para continuar e reforçar sua operação no país", diz o texto.

Atualmente, a operação brasileira da Fnac conta com 12 lojas, além das vendas online, e representa cerca de 2% da operação mundial da varejista. Há anos, a operação brasileira é deficitária e a busca por parceiros visa melhorar a rentabilidade da rede. A recessão que atingiu o país e fez encolher a renda dos brasileiros derrubou as vendas da varejista, que comercializa produtos culturais, como livros, DVDs, CDs além eletroeletrônicos

De acordo com um porta-voz da empresa, por enquanto, não existe nenhuma conversa em andamento no Brasil. Se nos próximos dois ou três anos não for possível fomrar estas parcerias, aí sim a varejista poderá encerrar suas operações no país.

Um das possibilidades de parceria seria fechar acordos com shoppings centers que desejam ter uma unidade da Fnac em suas dependências. A Fanc já recebeu este tipo de proposta, mas antes não havia interesse. Agora, a rede vai passar a olhar com mais atenção esse tipo de associação, em que o próprio shopping banca a instalação da loja.

Desde o ano passado, a Fnac já vinha mudando no Brasil. Para tocar a operação no país, a empresa indicou Cláudia Elisa Soares, que trabalhou na AmBev, por 17 anos, Grupo Pão de Açúcar e Votorantim Cimentos. Ela foi contrtada para reestruturar a operação, incluindo o varejo e as vendas online.

Sem conseguir reverter uma queda de 7,5% nas vendas no ano passado - praticamente o dobro de 2015 - a matriz contratou Arthur Negri, ex-presidente da Blockbuster, para substituir Cláudia.

No Brasil desde 1998, quando comprou o Ática Shopping Cultural, em Pinehrios, São Paulo, e no ano seguinte abriu sua primeira loja no mesmo endereço.

O comunicado divulgado pela Fnac brasileira, informa ainda que o novo grupo Fnac Darty está agora focado na nova estratégia de integração com a Darty, transformando-se em um competidor relevante no mercado europeu.

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