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Diretor do Fed admite que pensou em apoiar corte de juros, mas cita cautela com Ormuz

O diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) Christopher Waller admitiu que pensou em apoiar um corte das taxas de juros na reunião de março do BC americano, após o fraco payroll de fevereiro, mas ponderou que a inflação voltou a ser "uma preocupação maior", diante das maiores pressões inflacionárias decorrentes do fechamento do Estreito de Ormuz. "Se o preço do petróleo se mantiver elevado por meses seguidos, em algum momento isso afetará a inflação subjacente. Um choque petrolífero elevado e persistente não pode ser ignorado pelo Fed e não terá um impacto transitório na inflação", disse Waller em entrevista à CNBC nesta sexta-feira, 20.

Ele afirmou ainda acreditar que, se os efeitos das tarifas não diminuírem até o segundo semestre deste ano, a situação "ficará complicada".

Ressaltou, porém, que os mercados não mostraram qualquer sinal de desancoragem das expectativas e que, uma vez superado o impacto das tarifas, a inflação deve arrefecer. "O Fed está avançando no controle da inflação, que pode estar próxima de 2% agora, mas é mantida em patamar mais elevado pelas tarifas", ponderou.

Para Waller, o cenário atual justifica maior cautela - o que, segundo ele, não significa necessariamente manter os juros inalterados pelo restante do ano.

"Posso voltar a defender cortes de juros mais adiante neste ano, caso o emprego esteja fraco", detalhou o dirigente do Fed, acrescentando que não vê necessidade de considerar uma alta de juros.

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