O diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) Christopher Waller afirmou nesta quinta-feira, 3, que tende a apoiar a manutenção da taxa básica de juros dos Estados Unidos caso os sinais recentes de desinflação persistam, mas alertou que uma reversão desse quadro pode levá-lo a defender uma alta já na reunião deste mês.
"Se houver progresso contínuo em direção à nossa meta de 2%, estou disposto a apoiar a manutenção da taxa de política monetária em seu nível atual", disse Waller, em discurso preparado para evento da Reuters . Por outro lado, acrescentou, "se a inflação vier quente, eu consideraria um aumento da taxa".
Segundo o dirigente, os dados recentes sugerem que os EUA estão "finalmente vendo alguns sinais de desinflação", embora a inflação permaneça significativamente acima da meta de 2% do Fed.
A inflação subjacente medida em três meses caiu de 4,76% em fevereiro para 3,05% em julho, trajetória que Waller classificou como encorajadora, ainda que incompatível com o objetivo da autoridade monetária.
Waller afirmou que sua decisão na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) de 15 e 16 de setembro dependerá fortemente dos dados de inflação de agosto. Caso a melhora recente se mostre passageira, uma elevação dos juros poderá ser apropriada.
O diretor avaliou ainda que a política monetária atualmente restringe apenas ligeiramente a demanda agregada. Por isso, segundo ele, talvez não seja necessária uma aceleração muito grande da inflação para que passe a apoiar uma postura mais restritiva. Waller também apontou riscos altistas para os preços, incluindo a nova alta da energia e a possibilidade de novas tarifas.



Aviso