O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de St. Louis, Alberto Musalem, afirmou que, mesmo em um cenário de resolução rápida do conflito com o Irã, os efeitos econômicos podem persistir, exigindo atenção adicional do banco central. Durante sessão de perguntas e respostas em evento, ele disse que, caso a guerra termine em duas semanas, como disse o presidente dos EUA, Donald Trump, ainda assim observará "prêmios de risco persistentes" nos mercados.
Segundo o dirigente, o foco da autoridade monetária estará nos "ecos" do conflito tanto na economia quanto nos ativos financeiros, retomando a ideia de que choques geopolíticos podem ter impactos duradouros.
Musalem ressaltou que a normalização após o conflito não será imediata, destacando que "levará algum tempo para restabelecer a infraestrutura danificada", o que pode manter pressões sobre cadeias de suprimentos e preços de energia.
Além disso, Musalem abordou a estratégia de redução do balanço do Fed, afirmando que o processo pode ocorrer tanto pela diminuição da oferta quanto pela redução da demanda por reservas. Segundo ele, "tomar medidas para reduzir a demanda por reservas do sistema financeiro seria uma forma mais suave" de conduzir esse ajuste.
O presidente da distrital de St. Louis reforçou os limites da atuação do banco central, ao afirmar que o mandato do Fed não inclui facilitar o financiamento do governo. "Nosso mandato não é financiar o déficit a uma taxa mais baixa", enfatizou.


