O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira em queda, fechando perto de R$ 5,05, no menor patamar dos últimos meses e acumulando perda de mais de 8% no ano. O movimento ocorre a poucos dias do segundo turno da eleição presidencial e reflete uma trégua do mercado financeiro diante do cenário político. Para Manaus, onde boa parte da indústria e do comércio depende de insumos e produtos importados, a moeda mais barata tende a aliviar custos que pesam diretamente no bolso do consumidor.
O efeito mais direto aparece na Zona Franca de Manaus, que importa componentes para a fabricação de celulares, televisores e motocicletas. Com o dólar mais baixo, o custo em reais desses insumos cai, o que pode ajudar a conter repasses de preço para eletrônicos e eletrodomésticos vendidos nas lojas da capital amazonense. Quem planeja viagens internacionais ou compras em sites estrangeiros também sente o alívio na cotação.
A folga no câmbio, porém, não se repete no crédito. O mercado financeiro projeta a Selic ainda em torno de 13,25% ao ano até o fim de 2026, nível historicamente alto que mantém caros o cheque especial, o cartão de crédito e o financiamento de bens duráveis. Na prática, mesmo com produtos importados mais baratos, parcelar uma compra continua custando caro para famílias de Manaus.
Investidores atribuem a queda do dólar à proximidade do segundo turno, marcado para domingo, e às pesquisas eleitorais mais recentes. Qualquer surpresa no resultado ou mudança no cenário político pode reverter rapidamente o movimento, por isso a recomendação entre analistas é de cautela para quem depende da cotação para fechar negócios ou viagens nos próximos dias.
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