O dólar à vista e o negociado no mercado futuro ganhou força ante o real na manhã desta quarta-feira, 26, e renovou máxima, ambos no patamar de R$ 5,16. O movimento ocorreu em linha com o comportamento da moeda americana no exterior, após a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos Estados Unidos. O PCE acima do esperado aumenta a cautela sobre a trajetória dos juros americanos.
No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), por outro lado, mostrou deflação de 0,40% em agosto, no piso das estimativas, e desaceleração da inflação em 12 meses para 4,24%, mas o dado não impede a pressão externa sobre o câmbio nesta manhã.
Para a economista-chefe da Mirae Asset, Marianna Costa, o resultado do IPCA-15 reforça a trajetória de descompressão da inflação na margem, embora a intensidade da queda tenha sido favorecida por componentes voláteis e administrados, especialmente energia elétrica e passagens aéreas. "Neste contexto, o IPCA-15 de agosto apresentou uma composição predominantemente benigna, mas em contrapartida, os serviços subjacentes aceleraram acima do projetado", afirma.
Segundo ela, o resultado deve contribuir para uma revisão baixista da projeção do IPCA de agosto e, potencialmente, das estimativas para 2026 no Focus.
Às 9h56, o dólar à vista subia 0,42%, a R$ 5,1620, máxima da sessão até o momento, e o contrato para setembro, subia 0,23%, a R$ 5,166, também na máxima intraday.



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