O dólar fechou a semana cotado a R$ 4,98, o menor valor desde maio, depois que o resultado do primeiro turno das eleições aliviou a tensão nos mercados. Na comparação com a sexta-feira anterior, a moeda americana recuou 4,44% em cinco dias. Para quem mora em Manaus e depende de produtos importados — da eletrônica aos insumos usados pelas indústrias da Zona Franca — e para quem pensa em viajar para o exterior, a queda representa mais poder de compra no momento, ainda que sujeita a nova oscilação nas próximas semanas.
No mesmo pacote de medidas para conter a alta de preços, o governo federal ampliou e prorrogou por mais 30 dias a redução de impostos federais sobre a gasolina e o etanol, com custo estimado em cerca de R$ 2,8 bilhões mensais aos cofres públicos. A expectativa da equipe econômica é que distribuidoras e postos repassem o desconto ao preço final, efeito que deve chegar também aos postos de Manaus e do interior do Amazonas nas próximas semanas, embora o ritmo do repasse costume variar de região para região.
Enquanto isso, a inflação oficial medida pelo IPCA subiu 0,82% em setembro, puxada principalmente pela conta de luz, que ficou mais cara em todo o país com o fim do bônus de desconto pago com recursos de Itaipu, e também pelos preços de transporte. É esse item energia que tende a pesar no orçamento das famílias amazonenses nas próximas contas, mesmo com a gasolina mais barata aliviando parte do impacto no transporte.
Já o crédito segue caro. A Selic está em 13,75% ao ano desde a reunião do Copom de 16 de setembro, sem novo encontro previsto para outubro, e um levantamento da Confederação Nacional da Indústria mostra que os juros altos continuam sendo o principal obstáculo ao acesso a financiamento para três em cada quatro empresas ouvidas. Na prática, isso significa que comprar um carro, financiar um imóvel ou tirar um empréstimo para o pequeno negócio em Manaus continua custando caro, mesmo com o alívio recente do dólar e dos combustíveis.
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