O dólar abriu a semana em queda no mercado à vista, alinhado à tendência externa de baixa da divisa americana, mas passou a subir por pressão técnica relacionada à formação da Ptax de fim de junho e do primeiro semestre, que será definida na terça-feira, 30. A correção para cima é limitada, após a divisa acumular alta de 2,47% ante o real em junho.
O mercado monitora o leve apetite por risco em Nova York diante de sinais de alívio parcial das tensões no Oriente Médio. A alta do petróleo e do minério de ferro na China favorece os termos de troca do Brasil e limitaram o avanço do dólar mais cedo. Já os juros futuros operam em alta moderada, acompanhando os rendimentos dos Treasuries de curto e médio prazos, a valorização do petróleo e as projeções de inflação do boletim Focus, que seguem acima das estimativas do Banco Central para 2026, 2027 e 2028.
A mediana para o IPCA de 2026 permaneceu em 5,33%, acima do teto da meta de 4,50%, segundo o boletim Focus. Para 2027, a estimativa subiu de 4,15% para 4,17%. As projeções para 2028 e 2029 ficaram estáveis em 3,70% e 3,50%, respectivamente.
O IGP-M caiu 0,50% em junho, após alta de 0,84% em maio, em queda mais intensa que a esperada pelo mercado -0,46%.
No exterior, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 29. que o Irã solicitou uma reunião entre os dois países, marcada para ocorrer na terça-feira em Doha, no Catar, em mensagem na Truth Social. Por outro lado, o principal negociador do Irã, Kazem Gharibabadi, negou que haja reuniões técnicas com os Estados Unidos previstas para esta semana, contrariando informações da Reuters .



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