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Dólar sobe ante real por cautela com EUA-Irã, após cair 1,17% na semana passada

Estadão

O dólar opera em alta leve no mercado à vista na manhã desta segunda-feira, 13, após acumular queda de 1,17% na semana ante o real, e os juros futuros também avançam, enquanto o Ibovespa futuro recua em linha com Nova York.

Os mercados em geral se ajustam à elevação dos juros dos Treasuries e do petróleo com a escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã. Houve nova troca de ataques no fim de semana e as incertezas sobre o tráfego no Estreito de Ormuz persistem. Por volta das 9h30, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os EUA vão assumir o controle do Estreito de Ormuz e que serão pagos por tomar conta da passagem marítima. "Tínhamos um acordo com o Irã, mas eles quebraram o tratado; eles sempre fazem isso", afirmou.

Porém, a correção da moeda americana ante o real é limitada pelo avanço de mais de 3,5% do petróleo, após a Opep ajustar suas projeções para a demanda pela commodity em relatório mensal divulgado nesta segunda-feira.

Na agenda do dia, a mediana das projeções para o IPCA de 2026 recuou de 5,30% para 5,16%, mas segue acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. Para 2027, a estimativa subiu ligeiramente de 4,18% para 4,20%, enquanto as projeções para 2028 e 2029 permaneceram estáveis em 3,70% e 3,50%, respectivamente, segundo o boletim Focus, divulgado há pouco.

O Índice do Varejo Stone (IVS) mostrou que as vendas no varejo cresceram 4,2% no segundo trimestre de 2026 ante igual período de 2025. Em junho, as vendas avançaram 1,1% frente a maio e 5,7% na comparação anual, após dois meses de desaceleração.

A Opep reduziu a previsão de crescimento da demanda global por petróleo em 2026, de 1,0 milhão para 800 mil barris por dia, mas elevou a estimativa para 2027, de 1,7 milhão para 1,9 milhão de barris por dia. A entidade manteve a projeção de alta da oferta fora da Opep+ em 600 mil barris por dia em 2026 e 2027, preservou a estimativa de crescimento do PIB global em 3,1% em 2026 e 3,2% em 2027, e também manteve as projeções para o PIB do Brasil em 2,0% e 2,2%, respectivamente, citando como risco as tarifas dos EUA.

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