O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que, para discutir crédito no Brasil, é preciso haver "juros civilizados" e que um dos caminhos para isso é enfrentar a questão fiscal. "Acho que há alguns caminhos, em especial do lado fiscal. É dar essa tranquilidade, na linha do que já enviamos para o Congresso. Se a gente pegar todas as Leis de Diretrizes Orçamentárias desde 2023, temos projetado um caminho para o superávit fiscal, desde sempre", afirmou Durigan, reiterando que o governo vai perseguir a trajetória de resultado fiscal prevista no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO).
"Nós praticamente zeramos o déficit público", disse. Embora tenha ressaltado que ainda é necessário estabilizar a trajetória da dívida, o ministro afirmou que, desde 2024, o resultado primário tem contribuído para a previsibilidade.
Durigan disse esperar colaborar para reduzir o prêmio de risco e os juros no Brasil. "Como a gente fez um ajuste de aproximadamente 2 pontos porcentuais do PIB, nesta gestão, esse desafio precisa ser replicado daqui para a frente. E, ao demonstrar que nós vamos fazer isso, eu espero que a gente avance para a etapa de redução da taxa de risco", afirmou.
Segundo o ministro, o desafio de se alcançar "juros civilizados" aparece tanto no desenvolvimento nacional - já que o País vende títulos - quanto no ambiente empresarial, em conversas com empresários. "Nós vamos ter que endereçar a questão dos juros", disse.
As declarações foram feitas durante a 27ª Conferência Anual Santander, na manhã desta segunda-feira, 17.



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