O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira, 31, que governo pretende entregar superávits primários "recorrentes e crescentes" a partir de 2027 e defendeu uma agenda econômica focada na redução dos juros, no fortalecimento da regra fiscal e no controle do crescimento das despesas obrigatórias.
"O compromisso com uma política fiscal e muito responsável, com superávits crescentes nos próximos anos, eu diria que em síntese é o nosso compromisso para os próximos anos", disse Durigan, durante participação em evento do BTG Pactual.
Ele colocou a redução dos juros como a principal prioridade econômica do momento. Segundo Durigan, o elevado custo do dinheiro afeta o Tesouro Nacional, as empresas, os produtores rurais e as famílias brasileiras, sendo um dos principais entraves ao crescimento econômico.
"O desafio de agora do País é reduzir a taxa de juros. É isso que nós vamos fazer e nós vamos adotar as medidas necessárias para atingir esse objetivo ... O tema do custo do dinheiro no Brasil, do custo do crédito, é um tema que também preocupa, sem dúvida. Nós temos que fazer avançar uma agenda, olhando para essa milha final, que é como a gente traz os juros, falando de custo de dinheiro, com um patamar civilizado", afirmou o ministro.
Durigan destacou ainda três temas que considera centrais para o futuro do País: o fortalecimento das instituições, o combate ao crime organizado e o elevado custo dos juros.
Segundo ele, o Brasil precisa consolidar instituições capazes de dar legitimidade às decisões públicas e avançar na repressão a crimes financeiros e organizações criminosas.
'Sete passos'
O ministro apresentou o que chamou de "sete passos" para a agenda fiscal dos próximos anos e indicou que a redução do custo do dinheiro no País é a principal prioridade econômica do momento.
O primeiro deles, segundo Durigan, é a redução dos juros, como segundo ponto, apontou a necessidade de cumprimento das metas fiscais estabelecidas pelo próprio governo no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), a terceira medida é continuar revisando incentivos tributários, a quarta é abrir espaço para despesas discricionárias, a quinta, olhar para o gasto social e o beneficiar.
Como sexto eixo da agenda econômica, Durigan defendeu o aumento da eficiência do setor público, com digitalização de processos e redução da burocracia e, em sétimo lugar, a agenda microeconômica, com foco em facilitar a vida do credor no Brasil e uma agenda de infraestrutura "forte".
Segundo o ministro, a estratégia econômica do governo continuará baseada na responsabilidade fiscal e na melhora gradual dos resultados das contas públicas.



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