Por Suban Abdulla e Andy Bruce
LONDRES, 30 Set (Reuters) - A economia do Reino Unido cresceu mais rapidamente do que se pensava no segundo trimestre, consolidando sua posição como a economia do G7 que mais expandiu no primeiro semestre de 2026, antes do primeiro orçamento do ministro da Fazenda, John Healey, em outubro.
A produção econômica cresceu 0,5% no período de abril a junho, informou o Escritório Nacional de Estatísticas nesta quarta-feira.
O resultado foi ligeiramente superior à estimativa preliminar de crescimento de 0,4% do Produto Interno Bruto. Economistas consultados pela Reuters esperavam que o aumento de 0,4% fosse confirmado.
Os dados divulgados nesta quarta-feira mostraram que o PIB do Reino Unido no segundo trimestre avançou 1,4% na comparação anual, uma revisão para cima em relação à estimativa inicial de 1,2%.
Os números destacaram como a economia britânica tem demonstrado uma resiliência surpreendente diante das turbulências geopolíticas e da crise global no mercado de títulos, com os índices de confiança do consumidor em alta.
Os dados apontaram para uma solidez em toda a economia, com aumento da produção nos setores de manufatura, construção civil e serviços.
O escritório de estatísticas também revisou para cima o crescimento do investimento empresarial no segundo trimestre para uma taxa anual de 5,2%, de uma estimativa inicial de 0,8%.
Os números representam um impulso para o governo do primeiro-ministro Andy Burnham, que busca estimular o crescimento. Burnham, em discurso na conferência anual do Partido Trabalhista na terça-feira, disse que seu plano de aumentar o controle público sobre serviços essenciais pode ajudar a fortalecer a economia.
A economia britânica foi a que mais cresceu entre os países do G7, apesar dos preços mais altos da energia causados pela guerra no Irã e dos custos de financiamento.
“A revisão para cima do crescimento real do PIB no segundo trimestre… sugere que a economia tem se mostrado um pouco mais resiliente aos preços mais altos da energia no primeiro semestre do ano do que se pensava anteriormente”, disse Ashley Webb, economista sênior para o Reino Unido da Capital Economics.
“Essa resiliência pode continuar no terceiro trimestre, mas ainda esperamos que ela diminua no quarto trimestre, à medida que a inflação mais alta corroa ainda mais a renda real das famílias.”
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