A Eneva registrou lucro líquido atribuído a controladora de R$ 31,2 milhões no segundo trimestre deste ano, queda de 91,4% na comparação com os R$ 364,5 milhões anotados no mesmo período de 2025. No acumulado do primeiro trimestre, o resultado líquido alcançou R$ 553,9 milhões, queda anual de 26%.
De abril a junho, a receita operacional líquida da Eneva somou R$ 3,976 bilhões, alta de 13,1% ante um ano. No entanto, os custos operacionais subiram 41,4% no mesmo período e alcançaram 41,4%, para R$ 2,47 bilhões.
Com isso, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) chegou a R$ 1,238 bilhão no segundo trimestre, montante 25,8% menor em relação ao mesmo período de 2025. A margem Ebitda caiu 16,3 pontos porcentuais, para 31,2%.
A Eneva atribuiu o desempenho, principalmente, ao encerramento dos contratos regulados do Procedimento Competitivo Simplificado de 2021 (PCS 2021) e da desconsolidação do resultado da Termelétrica Pecém II, no âmbito do processo de venda do ativo.
Segundo a empresa, a variação negativa foi parcialmente mitigada pelo maior despacho das usinas do Complexo Parnaíba, melhor resultado do Upstream , com o encerramento da campanha sísmica vigente em 2025, pelo aumento da margem de comercialização de energia, e pela melhoria da margem fixa dos ativos térmicos.
O resultado financeiro também pesou no desempenho trimestral da geradora. A empresa registrou despesas financeiras líquidas de R$ 636,9 milhões, uma piora frente os R$ 251,8 milhões anotados um ano antes.
Conforme a Eneva, a variação decorreu principalmente de dois efeitos contábeis não-caixa: o menor impacto de variação cambial sobre arrendamento do FSRU e implementação da política de hedge accounting , e o maior resultado positivo da marcação a mercado dos swaps de dívida da companhia um ano atrás, com variação de -R$124,7 milhões no período comparativo.
A Eneva encerrou junho com dívida líquida consolidada de R$ 19,8 bilhões, frente a R$ 18,5 bilhões anotados no primeiro trimestre. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida por Ebitda ficou em 3,2 vezes, ante 2,8 vezes três meses antes.
Já os investimentos somaram R$ 1,59 bilhão entre abril e junho, dos quais 86,9% foram destinados aos principais projetos da Companhia e ao desenvolvimento no Upstream. Somente nos projetos vencedores do último leilão de reserva de capacidade (LRCap) realizado em março, foram desembolsados R$ 616,3 milhões, dos quais R$ 527,0 milhões foram destinados à aquisição de turbinas.



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